Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que o país abriu 255.321 vagas com carteira assinada em fevereiro de 2026. O resultado representa a diferença entre admissões e desligamentos no período.
O saldo é superior ao registrado em janeiro, quando foram criados 115.018 postos formais. No entanto, houve queda de 42% na comparação com fevereiro de 2025, quando o país havia gerado 440.432 empregos, considerando dados ajustados.
No acumulado do primeiro bimestre, foram abertas 370.339 vagas, retração de 37,8% em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo o impacto dos juros elevados e da desaceleração econômica.
Setores mantêm saldo positivo
Todos os cinco setores da economia registraram geração de empregos em fevereiro:
- Serviços: 177.953 vagas
- Indústria: 32.027 vagas
- Construção civil: 31.099 vagas
- Agropecuária: 8.123 vagas
- Comércio: 6.127 vagas
O setor de serviços liderou a criação de vagas, com destaque para atividades ligadas à administração pública, saúde, educação e serviços sociais.
Na indústria, o principal avanço ocorreu na indústria de transformação, responsável pela maior parte das contratações líquidas no segmento.
Regiões e estados
Todas as regiões do país tiveram saldo positivo:
- Sudeste: 133.052 vagas
- Sul: 67.718 vagas
- Centro-Oeste: 32.328 vagas
- Nordeste: 11.629 vagas
- Norte: 10.634 vagas
Entre os estados, os maiores destaques foram São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Já Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba apresentaram saldo negativo.
Carteira assinada em alta:
Com o resultado, o Brasil encerrou fevereiro com 48,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada, alta de 0,53% em relação a janeiro e de 2,19% na comparação anual.
Apesar do resultado positivo no mês, os dados indicam perda de fôlego na geração de empregos formais em 2026.