
A Prefeitura de Campinas confirmou, nesta segunda-feira (16), mais dois casos de infecção pela bactéria KPC na UTI Adulto do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Com isso, o total de pacientes infectados chega a nove. Não há registro de óbitos até o momento.
Segundo a Rede Mário Gatti, os novos casos são de pacientes que já estavam internados há mais de sete dias, ou seja, antes da suspensão de novos atendimentos na UTI e da adoção de medidas para conter o surto. A unidade segue sem receber novos pacientes desde o dia 10 de março, e os casos que necessitam de terapia intensiva estão sendo encaminhados para o Hospital Ouro Verde ou via central de regulação.
A KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) é considerada uma superbactéria por sua alta resistência a antibióticos. O microrganismo produz enzimas capazes de neutralizar medicamentos amplamente utilizados no tratamento de infecções bacterianas, o que dificulta o controle dos casos.
Entre as infecções mais comuns associadas à KPC estão:
Infecções na corrente sanguínea (sepse)
Pneumonia
Infecções respiratórias
Infecções urinárias
Infecções em feridas cirúrgicas
A transmissão ocorre principalmente em ambientes hospitalares, por meio do contato com fluidos contaminados ou equipamentos como ventiladores mecânicos, cateteres e sondas. Pacientes com imunidade comprometida, especialmente em UTIs, estão entre os mais vulneráveis.
Especialistas apontam que o surgimento desse tipo de bactéria está relacionado ao uso frequente de antibióticos potentes ao longo dos anos. Medidas rigorosas de higiene e controle são fundamentais para evitar a disseminação.
Para a população, a principal recomendação é manter a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel. Já os profissionais de saúde devem seguir protocolos específicos de segurança e desinfecção para prevenir a transmissão cruzada.