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    Início » Campinas confirma novos casos de superbactéria em UTI do Hospital Mário Gatti
    Saúde

    Campinas confirma novos casos de superbactéria em UTI do Hospital Mário Gatti

    A Prefeitura de Campinas confirmou, nesta segunda-feira (16), mais dois casos de infecção pela bactéria KPC na UTI Adulto do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti
    Lorena MarianaLorena Mariana17 de março de 202602 minutos de leitura12

    A Prefeitura de Campinas confirmou, nesta segunda-feira (16), mais dois casos de infecção pela bactéria KPC na UTI Adulto do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Com isso, o total de pacientes infectados chega a nove. Não há registro de óbitos até o momento.

    Segundo a Rede Mário Gatti, os novos casos são de pacientes que já estavam internados há mais de sete dias, ou seja, antes da suspensão de novos atendimentos na UTI e da adoção de medidas para conter o surto. A unidade segue sem receber novos pacientes desde o dia 10 de março, e os casos que necessitam de terapia intensiva estão sendo encaminhados para o Hospital Ouro Verde ou via central de regulação.

    A KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) é considerada uma superbactéria por sua alta resistência a antibióticos. O microrganismo produz enzimas capazes de neutralizar medicamentos amplamente utilizados no tratamento de infecções bacterianas, o que dificulta o controle dos casos.

    Entre as infecções mais comuns associadas à KPC estão:

    Infecções na corrente sanguínea (sepse)

    Pneumonia

    Infecções respiratórias

    Infecções urinárias

    Infecções em feridas cirúrgicas

    A transmissão ocorre principalmente em ambientes hospitalares, por meio do contato com fluidos contaminados ou equipamentos como ventiladores mecânicos, cateteres e sondas. Pacientes com imunidade comprometida, especialmente em UTIs, estão entre os mais vulneráveis.

    Especialistas apontam que o surgimento desse tipo de bactéria está relacionado ao uso frequente de antibióticos potentes ao longo dos anos. Medidas rigorosas de higiene e controle são fundamentais para evitar a disseminação.

    Para a população, a principal recomendação é manter a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel. Já os profissionais de saúde devem seguir protocolos específicos de segurança e desinfecção para prevenir a transmissão cruzada.

    Lorena Mariana

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