
O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte desempenho, com queda do dólar e valorização expressiva da bolsa de valores. A moeda norte-americana voltou a se aproximar do patamar de R$ 5, atingindo o menor nível em mais de dois anos, enquanto o Ibovespa renovou recordes consecutivos.
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,02%, cotado a R$ 5,011, após chegar a ser negociado próximo de R$ 5,00 ao longo do dia. No acumulado da semana, a divisa recuou 2,9% e, no ano, já soma desvalorização de 8,72%.
A queda da moeda é atribuída principalmente ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, ao bom desempenho das exportações de commodities e à redução de tensões geopolíticas no cenário internacional, fatores que diminuem a procura por ativos considerados mais seguros, como o dólar.
No cenário interno, a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que ficou em 0,88% — acima das expectativas —, reforçou a perspectiva de manutenção de juros elevados no país. Esse fator aumenta a atratividade do real para investidores estrangeiros.
Já a bolsa brasileira manteve o ritmo positivo e registrou o nono pregão consecutivo de alta. O Ibovespa avançou 1,12% e fechou aos 197.324 pontos, estabelecendo um novo recorde histórico. Durante o dia, o índice chegou a superar os 197,5 mil pontos, aproximando-se da marca simbólica dos 200 mil pontos.
O desempenho reflete, principalmente, o fluxo consistente de capital estrangeiro. Dados do Banco Central indicam entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira no acumulado de 12 meses até fevereiro, movimento que também contribui para a valorização do real.
No mercado internacional, o petróleo apresentou leve queda, em meio ao acompanhamento de negociações diplomáticas envolvendo o Oriente Médio. O barril do tipo Brent recuou 0,75%, cotado a US$ 95,20, enquanto o WTI caiu 1,33%, para US$ 96,57.
Mesmo com as oscilações, os preços permanecem relativamente estáveis, com investidores atentos aos desdobramentos geopolíticos e seus possíveis impactos na economia global.