
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) prorrogou para 14 de abril o prazo de conclusão da sindicância interna que investiga denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Aurélio Buzzi. A investigação apura fatos que teriam ocorrido em janeiro deste ano na cidade de Balneário Camboriú.
O procedimento administrativo foi aberto em 4 de fevereiro, e o relatório final estava previsto para ser apresentado na próxima terça-feira (10). No entanto, a comissão responsável solicitou mais tempo para dar continuidade à apuração. O ministro foi afastado cautelarmente das funções no tribunal durante o andamento do processo.
Segundo a denúncia registrada em boletim de ocorrência, Buzzi teria tentado agarrar uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos, durante um banho de mar enquanto passavam férias no litoral catarinense.
Além da sindicância no STJ, o caso também está sendo analisado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que investiga possíveis infrações disciplinares, e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela apuração criminal. A relatoria no STF é do ministro Nunes Marques, já que, por integrar um tribunal superior, Buzzi possui foro por prerrogativa de função.
Em nota divulgada após o início das investigações, o ministro Marco Aurélio Buzzi negou as acusações. Segundo ele, as informações divulgadas “não correspondem aos fatos”. O magistrado afirmou ainda ter sido surpreendido pela denúncia e repudiou qualquer insinuação de comportamento impróprio.
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