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    Início » EUA reduzem tarifas sobre alimentos, mas mantêm sobretaxa de 40% ao Brasil
    Economia

    EUA reduzem tarifas sobre alimentos, mas mantêm sobretaxa de 40% ao Brasil

    Alckmin avalia medida como positiva, porém insuficiente para restaurar competitividade brasileira
    Lorena MarianaLorena Mariana15 de novembro de 202502 minutos de leitura12

    Os Estados Unidos reduziram tarifas de importação sobre cerca de 200 produtos alimentícios, medida considerada “positiva” pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Ele afirmou neste sábado (15) que o ajuste representa “um passo na direção correta”, mas ressaltou que a manutenção da sobretaxa de 40% aplicada exclusivamente ao Brasil ainda impõe forte desvantagem às exportações nacionais.

    A retirada da tarifa global de 10%, anunciada na sexta-feira (14) pelo governo norte-americano, beneficiou países latino-americanos, mas não eliminou o adicional imposto ao Brasil em julho. Com isso, itens como café, carne bovina, frutas e castanhas passaram de 50% para 40%, enquanto o suco de laranja teve alíquota zerada.

    Alckmin destacou que a medida é resultado de avanços diplomáticos recentes, como a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, além de reuniões do chanceler Mauro Vieira com autoridades dos Estados Unidos. O vice-presidente também lembrou que o país continua deficitário na balança comercial com os EUA, reforçando que o Brasil “não é problema, é solução”.

    Com a nova regra, subiu de 23% para 26% o volume das exportações brasileiras para o mercado norte-americano isentas de sobretaxas, total equivalente a cerca de US$ 10 bilhões. Contudo, setores como café e carne bovina ainda enfrentam perda de competitividade por causa da tarifa adicional de 40%.

    O governo dos Estados Unidos justifica a redução tarifária como estratégia para controlar a inflação de alimentos. Trump classificou o ajuste como “um pequeno recuo” e disse não prever novas reduções no curto prazo.

    Alckmin também citou avanços anteriores, como a retirada da sobretaxa sobre ferro-níquel e celulose, além de reduções aplicadas à madeira e móveis.

    Lorena Mariana

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