Close Menu
    • Início
    • Saúde
    • Emprego
    • Política
    • Sobre
    • Contato
    Facebook Instagram
    Central de Notícias RMC
    • Início
    • Saúde
    • Emprego
    • Política
    • Sobre
    • Contato
    Central de Notícias RMC
    Início » Reforma tributária entra em fase de transição em 2026 com início do IVA Dual
    Economia

    Reforma tributária entra em fase de transição em 2026 com início do IVA Dual

    Ano será marcado por testes com cobrança real, mudanças nas notas fiscais e adaptação obrigatória de sistemas e contratos
    Lorena MarianaLorena Mariana1 de janeiro de 202604 minutos de leitura16

    O ano de 2026 marca o início da transição da reforma tributária sobre o consumo no Brasil, com a entrada em operação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual. A partir desta quinta-feira (1º), o novo modelo começa a ser aplicado oficialmente, ainda que em caráter de testes, segundo a Receita Federal.

    Apesar de classificado como um “ano de testes”, o período não será apenas experimental. Haverá movimentação financeira real, emissão de notas fiscais com novos campos obrigatórios, adaptação de sistemas e impactos diretos na rotina de empresas, produtores rurais, importadores e, em alguns casos, pessoas físicas que atuam como contribuintes habituais.

    Na prática, 2026 funcionará como um ensaio geral antes da substituição definitiva de cinco tributos sobre o consumo. Três deles são federais — PIS, Cofins e IPI — enquanto o ICMS é estadual e o ISS, municipal. Esses impostos começarão a ser gradualmente extintos a partir de 2027.

    O PIS, a Cofins e o IPI darão origem à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), enquanto o ICMS e o ISS serão substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A soma da CBS e do IBS compõe o IVA Dual. Em 2026, será aplicada uma alíquota de teste de 1%, sendo 0,9% de CBS e 0,1% de IBS, valores que serão compensados com os tributos atuais, sem aumento efetivo da carga tributária no período.

    Mesmo com alíquotas reduzidas, as obrigações acessórias passam a valer imediatamente. As empresas deverão destacar CBS e IBS nas notas fiscais, preencher novos campos obrigatórios e informar corretamente a classificação fiscal de produtos e serviços. Erros em dados como NCM, CNAE ou enquadramento tributário podem impedir a emissão das notas, gerar recolhimentos incorretos e comprometer o faturamento.

    Sistemas de gestão e softwares de emissão fiscal precisarão ser atualizados para consultar regras tributárias em tempo real. Inconsistências cadastrais poderão resultar na rejeição de notas fiscais, paralisação das operações e, futuramente, autuações.

    Em 23 de dezembro, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS anunciaram o adiamento das penalidades automáticas. Não haverá multas imediatas pela ausência de preenchimento de CBS e IBS até o primeiro dia do quarto mês após a publicação dos regulamentos. Ainda assim, a orientação do Fisco é que as regras sejam cumpridas desde o início de 2026, para evitar problemas quando a fiscalização estiver plenamente ativa.

    Outro ponto de atenção é o split payment, mecanismo que separa automaticamente o valor do imposto no momento do pagamento, transferindo-o diretamente ao governo. Embora a obrigatoriedade comece apenas em 2027, as empresas devem se preparar já em 2026, pois o novo modelo afetará o fluxo de caixa e o capital de giro.

    Também será necessário revisar contratos com fornecedores e clientes, ajustar cláusulas de repasse tributário e atualizar cadastros fiscais. O correto enquadramento será essencial para o aproveitamento de créditos no modelo de não cumulatividade do IVA, que elimina a cobrança em cascata.

    A partir de julho de 2026, pessoas físicas consideradas contribuintes habituais de CBS e IBS deverão se inscrever no CNPJ. A medida não transforma o contribuinte em empresa, mas facilita o controle e a apuração fiscal. No mesmo ano, começa a coleta de dados para a futura tributação de imóveis e aluguéis, que entra em vigor em 2027, atingindo casos específicos de venda e locação com maior volume e valor.

    Para os produtores rurais, permanece a isenção total para faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. Acima desse limite, haverá incidência do IVA, com alíquotas estimadas significativamente superiores às atuais, embora sementes, adubos e parte dos insumos agrícolas tenham isenção ou redução de alíquota.

    No caso das importações, bens e serviços passam a ser tributados por CBS e IBS já na entrada no país, equiparando a carga tributária ao produto nacional. Em 2026, a cobrança também ocorre em fase de testes, sem aumento efetivo da carga.

    A Receita Federal reforça que 2026 não deve ser tratado como um ano de espera. O período exige atualização de sistemas, adequação das notas fiscais, revisão de contratos e planejamento financeiro. A avaliação do Fisco é que quem não se preparar agora poderá enfrentar sérias dificuldades a partir de 2027, quando os tributos antigos começarem a ser extintos e as alíquotas definitivas do novo sistema entrarem em vigor.

    Lorena Mariana

    Assuntos Relacionados

    Economia

    Governo amplia apoio financeiro a empreendedoras do turismo vítimas de violência doméstica

    6 de junho de 2026
    Economia

    Congresso e governo fecham acordo para renegociação de dívidas rurais

    26 de maio de 2026
    Economia

    Mais de 9 milhões ainda não entregaram declaração do Imposto de Renda

    26 de maio de 2026
    Economia

    Governo libera uso do FGTS para renegociação de dívidas no Desenrola Brasil

    14 de maio de 2026
    Economia

    BNDES registra lucro recorde de R$ 15,6 bilhões em 12 meses

    12 de maio de 2026
    Economia

    Preço do diesel acumula queda de 4,5% em cinco semanas

    11 de maio de 2026
    Últimas Notícias

    STJ mantém prisão de Deolane Bezerra e nega pedido de habeas corpus

    9 de junho de 2026

    Governo anuncia investimento de R$ 60 milhões em pesquisas sobre endometriose e saúde menstrual

    9 de junho de 2026

    CCJ adia novamente votação da PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

    9 de junho de 2026

    Economistas criticam PEC que amplia autonomia do Banco Central e alertam para riscos de menor fiscalização

    7 de junho de 2026

    QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O GOVERNO LULA?

    Facebook Instagram
    • Início
    • Política de Privacidade
    • Quem Somos
    • Termos de Uso
    • Contato
    © 2026

    Escreva o que deseja buscar e aperte Enter para realizar a busca.