
O preço do óleo diesel registrou o quarto recuo em cinco semanas consecutivas no Brasil, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Apesar da redução recente, o combustível ainda permanece 18,9% mais caro em comparação ao período anterior ao início da guerra no Irã.
Na semana entre os dias 3 e 9 de maio, o litro do diesel S10 foi vendido, em média, a R$ 7,24 nos postos brasileiros. Em março, antes do agravamento do conflito no Oriente Médio, o preço médio era de R$ 6,09.
O diesel é acompanhado com atenção pelo mercado e pelo governo por ser o principal combustível utilizado por caminhões e ônibus, impactando diretamente o custo do frete e o preço dos alimentos transportados pelo país.
Segundo especialistas, a recente queda nos preços está relacionada às medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis, incluindo subsídios para produtores e importadores de diesel e a zeragem de tributos federais como PIS e Cofins.
O pesquisador Iago Montalvão, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra, afirmou que a atuação da Petrobras também ajudou a evitar reajustes ainda maiores durante o período de forte alta internacional do petróleo.
O conflito no Irã provocou impactos na oferta global de petróleo, principalmente após ataques em regiões produtoras e problemas logísticos no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial da commodity. Com isso, o barril do petróleo Brent chegou a ultrapassar US$ 100 durante o período de maior tensão.
Mesmo com a desaceleração recente, especialistas alertam que os preços ainda seguem elevados devido à continuidade das incertezas no mercado internacional de petróleo.