
O governo federal lançou nesta terça-feira (12) o programa Brasil Contra o Crime Organizado, estratégia nacional que reúne ações integradas para enfrentar facções criminosas em todo o país. O plano prevê investimento direto de R$ 1,06 bilhão ainda em 2026, além de uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para segurança pública.
O programa foi apresentado pelo Palácio do Planalto e está estruturado em quatro eixos principais: combate ao financiamento do crime organizado, fortalecimento da segurança nos presídios, qualificação das investigações de homicídios e enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.
Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o objetivo é ampliar a articulação entre governos federal, estaduais e municipais sem interferir na autonomia das polícias estaduais.
Entre as principais medidas anunciadas está o fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, além da criação de operações interestaduais de alta complexidade. O governo também pretende ampliar investigações financeiras e acelerar leilões de bens apreendidos do crime organizado.
Na área prisional, o plano prevê transformar 138 unidades prisionais em estabelecimentos com padrão semelhante ao dos presídios federais de segurança máxima. O investimento inclui compra de drones, scanners corporais, bloqueadores de celulares e equipamentos de inteligência penitenciária.
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou que cerca de 80% das lideranças criminosas identificadas no país cumprem pena nessas unidades que serão reforçadas.
O programa também prevê investimentos em perícia criminal, modernização de Institutos Médico-Legais (IMLs), fortalecimento de bancos de perfis genéticos e criação de uma rede nacional de combate ao tráfico de armas.
De acordo com o cronograma divulgado pelo governo, operações integradas das forças de segurança deverão ocorrer mensalmente, enquanto os comitês estaduais de investigação financeira devem começar a funcionar até setembro deste ano.