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    Ministério Público de SP desarticula plano do PCC para matar promotor

    Promotor ameaçado é de Campinas e investiga a organização criminosa
    REDAÇÃOREDAÇÃO30 de agosto de 202502 minutos de leitura21

    Uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Militar desarticulou, na manhã desta sexta-feira (29), um possível plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar um promotor de Justiça da região de Campinas. Dois empresários que atuam no ramo de comércio de veículos e de transportes foram presos.

    Segundo as investigações, um dos principais envolvidos no plano é Sérgio Luiz de Freitas Filho, o Mijão, apontado como integrante da sintonia final do PCC e que figura na lista dos criminosos mais procurados do Brasil, elaborada pelo Ministério da Justiça Foragido, suspeita-se que Mijão esteja escondido na Bolívia, onde atua como negociador para comprar cocaína e pasta-base e enviar ao Brasil. Ele é responsável pela logística da droga.

    O promotor alvo do possível plano de assassinato é Amauri Silveira Filho. Junto com colegas, ele conduz há meses uma investigação para apurar delitos de organização criminosa armada, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Dias atrás, a equipe coletou informações que indicavam que Mijão, para prejudicar as investigações, teria arquitetado e colocado em prática o plano.

    Os envolvidos, segundo a Promotoria, teriam financiado e providenciado a aquisição de veículos e de armamento e a contratação de operadores para a execução de uma emboscada ao promotor.

    Os dois presos são José Ricardo Ramos e Maurício Silveira Zambaldi, empresários do setor de transportes. Um deles foi detido no bairro Cambuí, região central de Campinas, e o outro no condomínio Alphaville, na mesma cidade.

    O juiz da 4a Vara Criminal da Comarca de Campinas, Caio Ventosa Chaves, acolheu os pedidos do MP e expediu três mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos nesta manhã no âmbito da Operação Pronta Resposta.

    As investigações continuam para a identificação de outras pessoas envolvidas no plano que vinha sendo articulado.

    REDAÇÃO

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